quinta-feira, 19 de abril de 2018

Da emoção em política

São apenas dois minutos. Convido-vos a ouvir este excelente discurso sobre o que de facto é - ou deveria ser - a Europa.

Curto, simples, franco, sentido.




quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dia dos Sítios e dos Monumentos

"Só a emoção nos torna responsáveis por um mundo que herdámos e que devemos legar aos vindouros. " - Guilherme de Oliveira Martins, in "Ao Encontro da História"

Todos o conhecemos e identificamos por fora, mas... e por dentro? Um verdadeiro encontro com a História: a nossa, a de Portugal.




Sala dos Cisnes com os cisnes pintados no teto
evocando o casamento de D. Isabel de Portugal com
D. Filipe de Borgonha




A Sala das Pegas com 127 pegas pintadas no teto evocando
o lema de D. João I «por bem»



Azulejos de tradição árabe 

Quarto de D. Sebastião



Sala das Sereias, o antigo guarda roupa, no séc XV

Sala Júlio César

Sala das Galés (no teto)



Sala dos Brasões (das famílias importantes da época) toda forrada a
azulejo











Quarto prisão do infeliz rei D. Afonso VI

A Capela
O bem trabalhado teto da capela - entalhes em madeira


Quarto de hóspedes...

... com sofá-cama

A porta mais antiga do Palácio

A cozinha



A sala dos banhos



E tanto mais que havia para mostrar!


terça-feira, 17 de abril de 2018

Para rir ou... talvez não

Sei que o tema é melindroso, mas não resisti a transcrever o texto de opinião (ou grande parte dele) que o meu facefriend Carlos Esperança publicou hoje lá no facebook. É que, além de estar sobremaneira bem escrito, até dá vontade de rir. Ou de chorar, sei lá.

O texto tem o título de «Demónios e exorcismos» e diz assim:

«A religião que apavorava as noites da infância, com demónios das profundas do Inferno, nas recônditas aldeias da Beira Alta, foi esquecendo o Maligno, talvez por este ter maior medo das escolas do que do sinal da cruz ou ter-se cansado de atormentar as almas.

Se a memória me não falha, todos os párocos tinham então alvará para exorcismos, além das tarefas inerentes ao tríplice múnus do sacramento da Ordem. Agora, só a licença do Ordinário do Lugar, designação canónica do bispo da diocese, habilita para exorcismos, sendo as restantes tarefas do múnus sacerdotal, profético e pastoral comuns a todos.

Hoje, com a escassez de demónios, sem íncubos e súcubos, de vocação libidinosa, cuja existência era atestada por Tomás de Aquino e outros santos doutores, o Papa declarou que o Inferno era uma criação humana.

O Papa pode duvidar, mas a Cúria não, e obrigou-o a recuar no despautério teológico e a dizer que o demónio existe, certificado por exorcistas. Há quatro anos, a Igreja católica reconheceu oficialmente a Associação Internacional de Exorcistas que reúne cerca de 200 especialistas (...)

Declaram os sábios exorcistas, que desde amanhã até ao dia 21 vão lecionar no curso de exorcismo no Vaticano, talvez para ficarem mais próximos do Demo, que “às vezes é preciso tapar a boca porque os demónios cospem muito” e que “ouvindo um grunhido satânico uma vez nunca mais se esquece”, entre outras peculiaridades demoníacas. (...)

Duarte Sousa Lara, que recusou ser administrador de uma empresa pública, lugar que o pai lhe ofereceu (não cabe aqui falar da licitude), para se dedicar ao serviço de Deus e … do Demónio, com mais de 50 pedidos de ajuda semanais, é a estrela dos exorcistas portugueses, reconhecido pela diocese de Lamego onde – diz ele –, exorciza possessos enviados por psicólogos e psiquiatras amigos, casos que não reagem a medicamentos. A afirmação exasperou o presidente do Colégio de Psiquiatria da OM, que o levou a dizer que “o sobrenatural não existe em medicina” e a comparar os exorcistas aos bruxos.

Sendo o sacerdote Sousa Lara filho do devoto censor de Saramago e não de um íncubo, o que o faria nascer bruxa e não exorcista, função reservada a homens, é de crer que este psiquiatra, Miguel Bragança, seja excomungado por falta de fé. O mesmo pode suceder ao padre Anselmo Borges, que disse: “O Diabo e os exorcismos são uma crendice”. Não se duvida de um exorcista e, muito menos, do Catecismo da Igreja Católica:

“Embora Satanás exerça no mundo a sua ação por ódio contra Deus, e embora a sua ação cause graves prejuízos, essa ação é permitida pela divina Providência. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério.”

Para um ateu o mistério maior é a permissão divina para que o Demo atormente crentes e, nunca, incréus. É um mistério explicável pela maldade de Deus, castigar os que mais ama. Os homens que criaram Deus inventaram mais justo o Demo.

Duarte Sousa Lara gasta em média 20 minutos a realizar um exorcismo e carece de 1 a 5 ou 6 pessoas, conforme a gravidade, para segurar os possessos, normalmente possessas, para que arrotem, vomitem e se torçam, e, eventualmente, tapar-lhes a boca, porque ‘os demónios cospem muito, mordem e é preciso cuidado’. Tem um longo futuro na função, e coincide nas declarações com o mais antigo especialista do ramo, ainda em funções, o padre Humberto Gama, que chegou a fazer exorcismos para a TVI. (...)

Há muitos demónios à solta. Um dos maiores especialistas em exorcismos calcula que são anualmente identificados 500 mil casos de possessão demoníaca, enquanto outro revela que há diabos especializados em diabruras diferentes, sabendo-se que a oração e o sinal da cruz são demonífugos profiláticos, mas não suficientes para dispensarem os experientes exorcistas que regem cursos de formação e aperfeiçoamento no Vaticano.


(ler mais em )   


(daqui)

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Que me dizem de vozes como estas?

No dia em que mundialmente se celebra a Voz, a minha escolha recai sobre duas vozes sensacionais, absolutamente poderosas que, infelizmente, não poderemos mais ouvir ao vivo. 

Aqui fica a minha homenagem póstuma e o meu agradecimento por terem existido e terem assim cantado.







sábado, 14 de abril de 2018

Nós e os Outros - uma exposição

Gostei especialmente do título da exposição. Com efeito, foi também este o título que criei para o primeiro Projeto Educativo que escrevi lá para "a minha" escola - «Nós e os Outros - uma Aprendizagem para a Vida»

E por isso quis muito ir visitá-la.




Finalmente em Leiria começa-se a dar a conhecer, ou melhor, a fazer retirar do esquecimento, as pessoas de valor que aqui viveram.

Neste caso, e baseados no quadro «Nós» (1923) do pintor Lino António, trata-se de fazer renascer, das brumas do passado, quatro amigos das Belas-Artes que aqui se encontraram e que, juntos e em grande amizade e parceria, aqui trabalharam. 



Foram eles: Narciso Costa (1890-1969), "o mestre de todos nós", Luís Fernandes (1895-1954), Lino António (1898-1974) e António Varela (1902-1962). Todos pintores e  escultores, todos nados e criados em Leiria ou arredores, à exceção de Narciso Costa que veio para cá em 1914 como professor de Desenho da Escola Industrial e Comercial de Leiria. 


Impossível mostrar aqui a grandeza de todos eles, como impossível me será mostrar todas as maravilhas que a exposição - que tão bem montada está - nos deixa ver.

Narciso Costa, o mestre informal, o amigo e depositário de muitas confidências














Luís Fernandes, escultor, desenhador, pintor, instrumentalista, violinista, professor.



Retratando  Narciso Costa

Leiria

Busto de Miguel Torga


Recanto da Praça Rodrigues Lobo


Casa dos Pintores

Lino António, destacado nome do modernismo, pintor, professor.



Retrato de Manuela Costa, filha de Narciso Costa e afilhada de lino António,
(ainda minha ilustre colega na "minha" escola)




Leiria ainda com a praça de touros

Nazaré



António Varela, pintor e arquiteto modernista, desenhador de edifícios, professor.



Retratando Narciso Costa

Foi o arquiteto da moradia da Rua do Alcolena, no Restelo, com azulejos de Almada



Retrato do arquiteto Varela pelo pintor Eduardo Viana

Convido as pessoas de Leiria (e não só) a visitarem esta excelente exposição a fim de conhecerem a obra destes artistas quase desconhecidos.

Ao domingo nem se paga a entrada no Museu Mimo, ali junto ao Castelo - aproveitem!


Para saber mais: https://www.regiaodeleiria.pt/2018/04/nos-e-os-outros/